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A História de Rispa

 


Rispa foi uma personagem bíblica mencionada no Antigo Testamento, mais especificamente no Livro de Samuel. Ela é conhecida por ser uma concubina do rei Saul, que foi o primeiro rei de Israel. A história de Rispa está relacionada a um episódio trágico envolvendo sua família.

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Após a morte de Saul em uma batalha contra os filisteus, seu corpo e o de seus filhos foram pendurados no muro de Bete-Seã. Rispa, como mãe dos filhos do rei, enfrentou uma situação de grande sofrimento e angústia com a morte deles.

O texto bíblico menciona que Rispa era filha de Aiá, e os nomes de seus filhos eram Armoni e Mefibosete (ou Mefibosete é mencionado como filho de Saul em outros trechos bíblicos). Ela se tornou símbolo de luto e devoção maternal, pois, mesmo diante da dor e do desprezo dos inimigos, não abandonou os corpos de seus filhos mortos.

A história de Rispa é contada em 2 Samuel 21:8-14: "Porém o rei tomou os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha dado à luz a Saul, a Armoni e a Mefibosete, e os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que tinha dado à luz a Adriel, filho de Barzilai, o meolatita; e os entregou nas mãos dos gibeonitas, os quais os enforcaram no monte, perante o Senhor; e caíram estes sete juntos; e foram mortos nos primeiros dias da sega, nos princípios da ceifa das cevadas.

E Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da sega até que a água do céu caiu sobre eles; e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite.

E avisaram a Davi o que fizera Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul.

Então foi Davi, e tomou os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas seu filho, dos cidadãos de Jabes-Gileade, que os tinham furtado da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, quando feriram ao Saul em Gilboa.

E trouxe dali os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados.

E sepultaram os ossos de Saul e de Jônatas seu filho na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de seu pai Quis; e fizeram tudo o que o rei ordenara. E depois disto Deus se aplacou para com a terra."

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Nesse sentido, a história de Rispa destaca a devoção materna e a importância cultural de respeitar os corpos dos falecidos, mesmo em tempos de guerra e conflito. Ela demonstrou seu amor e cuidado maternal ao proteger os corpos de seus filhos do desrespeito e indignidade até que as chuvas chegaram, simbolizando que Deus se aplacou com o povo. A atitude de Davi de sepultar dignamente os corpos também é mencionada, ressaltando a importância de honrar a memória dos mortos.

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